Estou em busca de ser um humano melhor, por isso tenho que me perder nessas humanidadesinhas tão pequenas e às vezes tão imperceptíveis no meio da brutal coisificação do meu ser.
Venho acompanhando sinais de um querido amigo (não é amigo de fato, mas também não é desconhecido por completo, ou seja é alguém especial e fim). Não sei até onde vai o disfarce cultural para ludibriar menininhas, ou (e essa é a parte que eu estou acreditando) até que ponto ele começa a necessitar da coisa chata da poesia pra viver. Primeiro vi ele escutando Chico Buarque depois uma série de artistas que eu gosto muito. Hoje vi que ele escutou clube da esquina, a música mistérios. Me veio uma lágrima sutil nos olhos, de imediato veio a pretenção de poder ter dispertado nele essa vontade de escutar essa música. Logo esse pensamento passou, não sou tão poderosa assim. A questão chave é que eu estou partilhando o desabrochar de uma alma melhor, mais forte e mais serena, por isso me comovo. Todavia, caso seja o tal disfarce ao menos ele vai dar mais qualidade musical às relações que encontrar.
Segue a música...
Mistérios
Milton Nascimento
Composição : Joyce e Maurício Maestro
Um fogo queimou dentro de mim
Que não tem mais jeito de se apagar
Nem mesmo com toda água do mar
Preciso aprender os mistérios do fogo pra te incendiar
Um rio passou dentro de mim
Que eu não tive jeito de atravessar
Preciso um navio pra me levar
Preciso aprender os mistérios do rio pra te navegar
Vida breve, natureza
Quem mandou, coração?
Um vento bateu dentro de mim
Que eu não tive jeito de segurar
A vida passou pra me carregar
Preciso aprender os mistérios do mundo pra te ensinar
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