quinta-feira, 14 de abril de 2011

Negando a antiga escola...


Passei um tempo sem escrever aqui. Quando voltei tudo estava diferente, ao que parece foi uma história que eu bem conheço, todavia tenho a impressão que eu não era a protagonista. Fim, findou, findar... entrei num denso tédio comigo mesma. Eu não me leria. Mas era o que eu tinha para aquela época, o que de mais sincero pude colocar.

Comecei a fazer aula de dança do ventre, tenho um emprego interessante, estou militândo por um mundo socialista com mais entusiasmo, estreitei laços nos relacionamentos com meus amigos, resolvi pendências, participo qualitativamente melhor da minha família.

Colocar as coisas no lugar tem sua beleza. Essas pequenas conquistas diárias tão aguardadas quando acontecem dão um alívio na mente do tipo que algumas pessoas nomearam de felicidade.

Quem me conhece deve está esperando um "mas" agora, né?

Bem, eu sou previsível, nunca neguei isso e até acredito que seja uma qualidade na convivência entre os seres humanos. Portanto lá vai minha conjunção adversativa...

Sinto falta de alguém, queria até escreve-lo aqui, criar um nome bonito para o meu personagem novo e blá blá blá, só que eu não sei descreve-lo. É isso, estou mais próxima da solidão, dessa vez não é solidão acompanhada regada com noites apaixonadas, é a solidão sozinha, monótona e sem perspectivas. Certo, tentar ser menos só eu bem que tento, mas as pessoas com suas solidões acompanhadas não me apetecem mais. Não quero colocar o rosto de ninguém no quadro com as características que eu admiro, tudo o que quero é descobri o que há de melhor num grande amor para que assim eu descubra quem eu sou realmente. Egoísmo? Não. Apenas uma exploração das minhas capacidades de ser humano, se eu fosse uma árvore criava raizes, me movia com o vento, aguardava outros bichos pra procriar e disperdiçava meu oxigênio com humanos.

Traduzindo eu estou bem, e fim.

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