quinta-feira, 1 de maio de 2008

A traição de meu corpo

Dói meu útero
em lembrança amarga do que sou.
Mensalmente me degrado em sangue
chego a perder o que construo por vida.
Vai! Amarra minhas pernas
enfraquece e aprisiona meus passos.
Libera o oscilante,
engana,
me faz bela
depois retira com tal crueldade a beleza.
De que me adianta seios fartos,
ancas largas e hormônios?
Só preciso de meu cérebro,
quero dirigir meu corpo e sentimentos.

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