domingo, 18 de abril de 2010

( )

Me faço rastro
da terra sem fronteiras
e eles já usaram isso.
Caço palaras,
mas as que fito
me amarram e encarceram.
Só o que sinto liberta.
Os nomes pro que vejo
são correias pra poder falar...
Calo.
Mas os calos da alma
não me deixam calar.
Vasculho cores procurando tons
me vem beleza...
Mas meia dúzia de letras não conseguem emocionar!
O caber é pouco,
Todavia de escassez sincera.
Por isso ainda escrevo.
Amar o que sinto,
no ofício de tornar as palavras mais belas.
Penso... Finjo.

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