Te deixo uns cigarros e vou viver...
Te deixo uns remorsos e vou morrer...
Te deixo um recado pra voltar...
Te deixo minha ausência quando isso acontecer.
Ainda não inventaram palavra pro pior,
e ele se aproxima e me culpa.
Não sou mais uma menina,
nem sou mulher, ainda.
Tudo tá me torturando,
a cada resposta de força que dou
parece um teste pra piorar.
Meu recanto pras dores é o exílio,
a vida que querem viver em mim
já não posso dar.
Classificam isso como meu pecado,
a isso eu chamo liberdade.
Mas não é fácil,
não é feliz,
não é compreensível amar.
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