quarta-feira, 8 de abril de 2009

O ventre da maturidade




















Meus dias são de parto.
Saio das entranhas de minha cama,
atribuições do dia a dia
estranho corte umbilical
arrancado-me pra vida.
A porta de casa me pari
e ainda tenho que levar o lixo,
a placenta pra fora,
antes de suturar a fechadura.
Não choro,
e os especialistas insistem.
É tapa em cima de tapa,
o teste dos pulmões
mas se não choro ou não grito
vejam que não quero sair de mim.

Por Mandarina